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"L'ignorant no és el que ignora coses, sinó el que ignora que les ignora". Joan F. Mira

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Petita història del temps: el temps com a fenòmen cultural

eliteratura | 27 Juny, 2008 14:00


La manera de establecer la fecha en el mundo cristiano en los tiempos después de San Agustín era enumerar los años desde la Encarnación: anno domini (en el año de Nuestro Señor). El tiempo es la medida utilizada en el mundo creado por Dios (i.e.,temporal), pero no así en la eternidad (i.e., aeternitas).

Será que a organização do tempo em horas, dias, meses e anos é objectiva e universal? Por que razão uma semana dura sete dias? Em que momento histórico é que os minutos e os segundos passaram a existir? Porque é que há calendários lunares e calendários solares?

Num registo de divulgação para o leitor comum, Leofranc Holford-Strevens demonstra que as diferentes culturas e civilizações sempre mediram o tempo em função das suas exigências sociais. As unidades de tempo são, portanto, uma construção artificial do ser humano, cumprindo o objectivo essencial de satisfazer desejos, motivações ideológicas e necessidades económicas. Os exemplos vão da Roma Antiga, com a imposição do ano bissexto por Júlio César, até à estipulação de uma data fixa para a Páscoa, em 1920.

 

Leofranc Holford-Strevens, doutorado pela Universidade de Oxford, é consultor das edições académicas da Oxford University Press. Escreveu The Oxford Companion to the Year (com Bonnie Blackburn, 1999) e Aulus Gellius (2003).

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